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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Eu, você.



Tenho medos cotidianos e urbanos, paixões secretas e platônicas. Espero tanto do futuro que até mesmo tenho medo, medo do futuro, coisa boba. Sei, sei que é bobo, mas eu tenho, tenho medo do que está por vir e para onde irei; em quem me transformarei, afinal? Sinto-me cobra, trocando de pele de tempos em tempos. Talvez seja obrigada a agir feito uma, não é? Diga-me você, já que para mim, tanto faz quanto tanto fez.
Sou como o raio de luz mais forte que já conseguiu visualizar. Nesse sentido mesmo que está pensando, com toda a visão borrada e indefinida.
Sou indefinida. Sou borrão.
Na verdade, gosto de ser raio de luz, gosto de sorrisos para dar-me força para seguir, gosto de lágrimas -vindas do lado direito, nada de tristeza por aqui- e gosto também de olhos.
Ah, olhos...portais ou paredes?, gosto deles. Vejo em seus olhos sua essência.
Se gosto do que vejo? Talvez, falta brilho ai.
Onde está sua total felicidade? Perdida certamente não está. Não, não, não me venha com esse sorriso fraquinho de quem concorda, quero você me contrariando e dizendo: “Está cega? Minha felicidade está bem aqui!” apontando para os olhos.
Discuta comigo, diga que meus medos são tolos e que com você aqui, não há o que -ou quem- temer, espero por isso sempre que confesso eles a você. Não se preocupe com conselhos gigantescos e lições de moral, afinal, conselhos nem são seguidos mesmo. Apenas diga que estará aqui quando eu voltar e que seu conjunto lindo -olhos, sorrisos e lágrimas- estarão aqui também, esperando-me.
Ultimamente dói respirar, dói sorrir e dói -na mesma medida- chorar. Não adianta coisa alguma, fico me perguntando: “por que chorar?”, ainda tenho dedos e braços e pernas e olhos...ainda sou eu, com todas as mudanças, ainda sou eu e ali, com o cenho franzido de preocupação, ainda é você me dando a certeza de que no fim, somos nós. Nós. Eu, você. Juntos.

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