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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Resenha: Divã

Olá, leitores! Como estamos hoje?
Resolvi me impor um desafio sobre algo com o qual eu nunca tive muito interesse nem intimidade: resenhas.
Sim, agora estou escrevendo resenhas de todos os livros que leio. Nunca li um livro por causa de uma resenha nem sei se as que escrevo estão corretas nos termos técnicos. Mas aqui estou eu para tentar e aprender!
Não sei se vou postar semanalmente, provavelmente será algo mensal ou esporádico. É algo para que vocês conhecerem mais sobre minhas referências e gostos. E claro, para debaterem comigo quando não estiverem de acordo com a opinião exposta aqui, porque afinal, ninguém pensa igual a ninguém.



Título: Divã
Autora: Martha Medeiros
Editora: Objetiva
Contém spoleirs.



Sou tantas que mal consigo me distinguir.
Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção.
Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua, doutor Lopes.
São muitas mulheres numa só, e alguns homens também.”


  Foi assim, com conclusões certeiras e nada clichês que conheci mais uma musa: Mercedes. Se estivesse aqui, reviraria os olhos e ficaria uma semana inteira debatendo internamente sobre o significado de ser uma musa e se ela teria fibra para tanto. Doutor Lopes que o diga.
  De forma leve e prazerosa, Martha Medeiros me fez deitar no divã junto com Mercedes, deixou-me mergulhar pelas certezas (não tão) irrevogáveis e medos suscetíveis de uma mulher tão incomum e de brinde, ainda ganhei mais algumas perguntas sem respostas e medos sem porquês.
  Conhecer tão intimamente uma personagem, como acontece em Divã, faz com que você se sinta menos sozinho em suas dúvidas e mais condescendente em sua visão do mundo. A forma como a autora trata de assuntos corriqueiros e faz suas críticas ao mundo é encantadora.
  Confesso que nunca cheguei ao ponto de imaginar como seria quando chegasse na casa dos quarenta, é assustador pensar nisso. Ou melhor, era assustador pensar nisso. Sim, no passado porque depois de deitar no divã com Mercedes e, junto com o Doutor Lopes, ouvir todos os devaneios que cercam a cabeça de uma mulher que chegou lá, vejo que não há o que temer e sim o que esperar.
  Li o livro em menos de dois dias, não por ser pequeno, mas porque todas as 154 páginas que dão vida a criação lhe sugam totalmente e então você não vê outra alternativa que não seja ler. Martha Medeiros tem jogo de cintura e consegue fazer ironia sendo engraçada, critica com suavidade e ainda consegue capturar o cotidiano do leitor e transferi-lo para um mundo onde paranoia e medo não são pecados e tudo pode ser explicado. Afinal, “(...)tudo é acerto, principalmente quando se está mais perto do fim do que do começo(...)”.
Jeniffer Rebelatto, 2012

P.S.: eu não assisti ao filme nem a série baseados no livro Divã, por isso não os indiquei aqui. Se alguém assistiu e quiser recomendá-los, sinta-se a vontade :)


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