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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

transbordar-se


  Relacionar-se com outro ser humano é tarefa difícil...os mais pessimistas diriam ser até mesmo impossível. Entregar não somente seu coração, mas sua confiança, seus medos e sonhos na mão de alguém que em algum momento foi somente mais uma pessoa entre tantas bilhões é mesmo um ato de coragem e loucura. Loucura branda, mas que continua louca, nos sonhos daqueles que desejam infinitamente a cometer e outros que já a cometeram tantas vezes que nem mesmo consideram loucura.

  Acredito que relacionar-se não seja somente sobre dar as mãos, segurar as barras ou evoluir, sobre ter um alguém para conversar e se preocupar ou um corpo para agarrar nas noites frias, não me convenço com essa história que devemos procurar nossas metades, a tampa da panela.

  Acho que precisamos mesmo é sermos inteiros, completamente conscientes de nossos defeitos, qualidades e conflitos, não para que então, ao encontrarmos um ser mágico e especial, todas as partes ruins sumam de nós e nosso ser seja completamente preenchido pela tampa da panela. Felizmente isso não existe, o ser mágico e especial, vulgo o ser amado, não vem com metade faltando pronta para se encaixar em você, pelo contrário, ele chega completo: com qualidades, defeitos, vícios e manias que não deixam de existir ao lhe encontrar.

  Se você está procurando alguém, ou então, achou esse alguém, complete-se! Antes de procurar o que falta em você em outra pessoa e posteriormente culpar essa mesma pessoa por seus próprios erros, ame-se. Ame seu cabelo, por mais independente que ele seja, suas espinhas, sua mania de completar frases ou seja lá o que você tem, ame você mesmo, admire você por tudo o que é, veja a felicidade e seja a sua própria felicidade para que então, ao depara-se com um amor, você possa se transbordar. 

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